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Missão Beira – Testemunho

  • 16 de out. de 2018
  • 2 min de leitura

Vesti a camisola de missionário e não sei como tirá-la:



Um mês não foi suficiente. Dois anos não chegariam. Uma vida não bastava. Aceitei o desafio que me foi proposto e foi a escolha mais acertada que podia ter tomado. Bem ciente estou da pequena gota que sou num oceano de missões e voluntariado, contudo, não posso deixar de me emocionar pela diferença que a Missão Beira trouxe ao mundo.



Ser missionário é estar disposto a crescer e aprender e foi exatamente isso que obtive – crescimento e sabedoria. Não creio ter conhecido tamanha felicidade como a que conheci na Beira: uma felicidade desprendida de materialismos e baseada no amor. É um momento único, o de poder presenciar uma criança a escrever a sua primeira palavra, ou a resolver a sua primeira conta matemática, e eu, enquanto “professor”, tive esse mesmo privilégio. Peco por não conseguir transpor os meus sentimentos em palavras – é indescritível ver aquelas crianças sorrir. É reconfortante pensar que encontrei os maiores atos de generosidade nas pessoas que atravessavam as maiores dificuldades.



Vesti a camisola de missionário e não sei como tirá-la. O Orfanato dos Santos Inocentes e as crianças, que têm a (in)felicidade de lá viverem, marcaram a vida de todos aqueles que decidiram abdicar de um pacato verão e se propuseram a ajudar. É muito difícil voltar da Beira sabendo que ainda há tanto trabalho a realizar e tantos sorrisos à espera de serem esboçados. Espero que o Jorge continue a aperfeiçoar a leitura, que o Emílio aprenda as contas de divisão, que o Tito reforce a sua escrita, que o Manelinho decore as vogais e que o Timóteo saiba os números até 100. Espero, acima de tudo, que todos aqueles que conheci tenham a vida feliz que merecem. Estamos juntos!


Filipe Gomes



Podem visitar o Facebook da Missão Beira: AQUI


 
 
 

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