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A importância do Voluntariado

  • há 1 dia
  • 3 min de leitura

Ser voluntário é dar vida à vida, no meu caso, quando cheguei à fase da aposentação. Dar vida, em primeiro lugar a nós mesmos, porque o voluntariado tem um impacto positivo no nosso bem-estar; em segundo lugar, ajuda a comunidade no seu todo, sobretudo os que mais precisam! E há tanta Gente a precisar de ajuda!


Sempre houve pobres e ricos! Mas as sociedades atuais, muito complexas e em ebulição, têm muito mais camadas com grandes fragilidades, porque, por um lado, perdeu-se o sentido de pertença a um grupo familiar em sentido lato, que dentro das suas possibilidades cuidava dos seus; por outro, a crescente longevidade, os problemas de saúde, cada vez mais alargados, as migrações, a grande concentração de pessoas nas zonas urbanas… exigem um olhar mais atento da sociedade no seu todo.


No meu entendimento, valores basilares estão em declínio nos nossos dias! Vivemos muito centrados no Ter e esquecemos o Ser que é o bem supremo de qualquer comunidade! E falamos, falamos muito de igualdade, solidariedade, inclusão…, palavras vazias que enchem a boca de quem as profere, mas, na maioria das vezes, sem tradução real, prática e objetiva, isto é, sem impacto efetivo na vida de quem precisa. Não saímos do nosso Eu, para olhar e atuar, com coração, sobre o mundo que nos cerca porque é mais fácil conjugar o verbo “falar” que o verbo “fazer”.


Apesar de tudo, existe um caudal de Gente, “não com a corrente desejável, mas a possível” que vai fazendo a diferença! Basta pensar em algumas organizações que existem de facto, no terreno.


Faço voluntariado há mais de dez anos, com a população que considero a mais frágil da nossa sociedade – as Pessoas com Deficiência Mental – e sinto que recebo muito mais do que aquilo que dou! Recebo diariamente prazer, alegria, carinho, gratidão e muita paz interior. O retorno desta atividade é incomensurável, difícil de traduzir em palavras, porque o bem-estar que sinto é indizível! As interações realizadas com coração não se vendem nem se compram! São meras dádivas que enriquecem a nossa vida e minimizam as dificuldades da vida de todos aqueles que necessitam de ajuda!


Tenho por lema da minha ação que “fazer o Bem, faz bem”: a mim mesma e aos outros! Tenho a certeza absoluta de que o trabalho voluntário com a minha Gente de coração, dá um sentido especial à minha existência. Os laços que se criam entre as partes, quando nos damos de uma forma desinteressada e com paixão pelo que fazemos, são os liames que nos seguram nos dias menos bons do nosso percurso existencial!


Entendo o voluntariado como a expressão máxima do Amor, em prol dos mais vulneráveis. Já Madre Teresa de Calcutá dizia – “As mãos que ajudam são mais sagradas do que os lábios que rezam”. E eu acrescentaria os ouvidos que ouvem porque, nos nossos dias, há imensa Gente que só precisa de uma simples conversa para trazer luminosidade aos seus dias tristes e negros de isolamento e abandono. Acrescentaria os braços que acolhem, os dedos que afagam, os ombros que amparam, os pés que acompanham em caminhos difíceis.


Aos amigos que me dizem, tantas vezes, que não têm saber ou predisposição para o voluntariado, eu respondo: basta ir de coração aberto, com a vontade firme de querer ajudar, ser útil, fazer a diferença na vida de qualquer Pessoa e sentir que essa simples “gotinha de água”, esse pequeno gesto vai fazer a diferença no grande “Oceano” da vida de alguém!


Lucinda Vilaverde -  Voluntária no CACI - Centro de Atividades e Capacitação para a Inclusão

Centro Novais e Sousa - Associação da Creche de Braga


Lucinda Vilaverde
Lucinda Vilaverde

 

 

 

 

 
 
 

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