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A “mochila” do MAPA

  • Foto do escritor: Blog  Bolsa do Voluntariado
    Blog Bolsa do Voluntariado
  • 14 de nov. de 2025
  • 3 min de leitura

“O MAPA foi criado com uma visão e com uma missão. A visão, enquanto projeto, é um mundo onde a diferença se torna uma riqueza e não numa barreira.  Já a missão do MAPA é construir pontes entre jovens de meios socioeconómicos e culturais diferentes, dando a conhecer novas realidades. Num mundo ideal, no dia em que a diferença deixar de ser uma barreira e passar a ser verdadeiramente uma riqueza, o MAPA cumpriu o seu objetivo e pode acabar.”


Equipa de animadores no campo de férias do MAPA.
Equipa de animadores no campo de férias do MAPA.

De forma mais prática, o MAPA tem campos de férias como proposta para cumprir a sua missão. Assim sendo, metade dos animados são jovens de instituições e a outra metade são jovens não institucionalizados. Para além disso, durante o ano, entre outras atividades, o MAPA acompanha semanalmente/quinzenalmente três casas de acolhimento – o Lar Maria Droste, a Associação Protetora das Florinhas da Rua, e a Casa da Estrela - procurando criar relação com os jovens, com base nos pilares do MAPA, que são: Deus, Amizade e Simplicidade.


É esta a forma mais formal de apresentar o MAPA, mas quem o vive de perto sabe que tantos outros pontos vão surgindo ao longo do caminho que é tentar cumprir a sua missão. Ser animador do MAPA é criar relação e dar a experiência de amor gratuito. Se formos capazes de cumprir este amor, em verdade, seremos capazes de nos aproximar da realidade de cada uma das diferentes histórias que nos são contadas.


Ao longo do meu caminho no MAPA, aprendi a encher a “mochila” que levamos para cada um dos encontros. Vai carregada de elementos que não nos podem faltar. Deixo aqui alguns deles:


Leonor em gravações.
Leonor em gravações.

Levamos PROTETOR SOLAR em dose dupla. A primeira é a que temos de levar para os animados: o amparo e o abrigo. Queremos lembrá-los de que “Estou aqui.” para rir e apoiar as conquistas, mas também para tranquilizar as frustrações e acalmar as preocupações. A segunda dose enchemos com o cuidado que temos de ter também connosco. Não somos super-heróis e não deixamos de ter as nossas próprias condições, que devem ser cuidadas.


Levamos LÁPIS DE COR que nos trazem criatividade para melhorar as situações positivas e ultrapassar as negativas. A criatividade vem da palavra criar e o que nos é pedido é exatamente que criemos o melhor ambiente possível através de ideias originais. Num momento de brincadeira, podemos sugerir que se utilizem os talentos de cada um. Tal como num momento de zanga ou frustração, podemos sugerir ocupar aquele tempo com uma conversa ou uma atividade que ajude a abstrair.


Campo de férias do MAPA.
Campo de férias do MAPA.

Levamos um BALDE DE ÁGUA FRIA para estamos prontos para qualquer situação e ser reativos. Essa sensação é mais uma das que não nos pode falhar - o estar desperto. Não podemos cair no engano e pensar que qualquer situação carente de atenção o vá gritar. Devemos estar atentos às necessidades do outro e saber reagir perante as mesmas.  


Levamos a ALMOFADA para dar conforto, uma sensação de bem-estar ao outro. E isso é tudo o que nós queremos dar - uma sensação de casa, que pode traduzir-se num abraço, numa conversa, num sorriso, ou num apenas “estar”.


Levamos o LIVRO porque é quem nós somos, conta a nossa história. Contém tudo aquilo que faz parte de nós - as alegrias, as tristezas, os sucessos, as conquistas, as frustrações... Tudo aquilo que marcou a nossa história. Depois, cabe-nos a nós decidir que páginas queremos ler em voz alta. Devemos escolher um livro que tenha páginas em branco no fim, para que este possa ser rabiscado, escrito, desenhado, o que for. Dar a liberdade aos outros de marcarem a minha vida e fazer parte da minha história.


Acho que posso concluir assim a lista daquilo que devemos levar na nossa mochila, mas todos conhecemos aquela sensação de quando saímos de casa e temos a certeza de que estamos a deixar alguma coisa importante para trás. Para essas situações, costumo levar também a certeza de que, com o apoio dos outros, tudo se resolve. Por isso, se me faltar força, coragem, tranquilidade ou motivação, sei que há outros que levaram a mais para o caso de alguém precisar.


Leonor Prata Felgar - Atriz.




Atividades diversas ao longo do ano.


Links para as redes socias do projeto:

 
 
 

2 comentários


MV
20 de nov. de 2025

Gostei muito do testemunho. Vou passar a seguir o blog

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Maria Mendes
20 de nov. de 2025

Que artigo tão original! Obg

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